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Cuenca estava agora a muitos kilometros de distancia, e os últimos
dias de pedalada haviam sido dias muito felizes. Finalmente sentia a
simbiose entre mim a minha burra, o meu companheiro de viagem, o Nuno
e tudo o que me rodeava. Eu e a Marina calcorreava-mos as montanhas e
os desertos com pura alegria, num esforço mutuo - a minha energia
utilizada nas suas pecas mecânicas, como meio de propulsão em direcção
aos destinos que lentamente íamos alcançando. Todo o contacto humano
que havia experienciando em Cuenca me havia carregado as baterias, e
com energias renovadas, foi também mais fácil harmonizar-me com o que me rodeava.

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Em Loja, a 200 kilometros de Cuenca, onde depois de 5 horas num
autocarro e uma estrada sinuosa, me reencontrei com o Nuno, decidimos
que ele seria o homem do leme. Parecia que ao estudar-mos mapas
juntos, não nos conseguíamos entender em relação a rotas e destinos.
Eu pessoalmente sentia que o equilíbrio da nossa relacao dependia
sobretudo em focarmo-nos em aspectos diferentes da dinâmica da viagem
e por tal estava bastante feliz por deixar o Nuno analisar os mapas e
decidir as melhores rotas. Admito que a minha passividade possa não
ser ideal, mas nesta viagem prefiro deixar-me levar, ser passageira.
Concluo que a minha vida em Londres se marcou por escolhas e decisoes
constantes e sabe-me bem deixar as coisas um pouco ao acaso, planeando
nao mais do que uma semana em avanço. E foi o Nuno que me ensinou que
o importante nao e chegar ao destino, se não vivenciar o percurso.
Não desejo coleccionar bilhetes de entradas de ruínas, locais de dita
atracção turística, ou kilometros pedalados...
Bussolas acertadas, o primeiro dia de ciclismo foi recompensaste. De
Loja saímos debaixo de um sol escaldante, montanha acima. Chegamos a
Catamayo ao inicio da tarde onde comemos provavelmente a carne
grelhada mais fina, mais dura e mais horrorosa da viagem - a dita
cecina que parece ser uma especialidade local (não quero imaginar que
outras especialidades gastronómicas esta gente aprecia), compramos
matimentos e voltamos a subir outra montanha, num verdadeiro desafio a
minha determinação. Curva atrás de curva, a subida era interminável,
podia observar o alcance do meu esforço em patamares, as montanhas
circundantes e o vale que se afastava.
Pela primeira vez na minha viagem tivemos que admitir que não
encontraríamos lugar para acampar, estávamos rodeados por terrenos
cultivados bem guardados com cercas, metemo-nos carreiro adentro e
pedimos numa chacra (pequena quinta com animais e terras de cultivo)
se podíamos acampar. A surpresa dos forcados anfitriões foi bastante
ao verem dois ciclistas naquelas paragens, não
acreditavam que viajávamos em bicicletas e não em mota, mas era óbvio
que não existia nenhum motor nas nossas burras. Pusemos a tenda onde
no dia seguinte viemos a entender ser o esterqueiro do porco -
acordamos com os seus roncos deambulantes.
O dia seguinte acordou cinzento, e a subida que nao terminava, depois do pequeno
almoço, este foi o cenário que desfrutamos. A chuva miudinha
transformou-se em gotas pesadas que molhavam cada centímetro da minha
pele, mas nem a chuva demovia a vontade de desfrutar a recuperada
energia, conseguimos atingir a próxima e ultima vila do Equador, antes
de chegarmos ao Peru , Cotacocha, onde pernoitamos 2 noites na
esperança que a chuva abrandasse. A chuva não abrandou, e relutantes
avançamos monte abaixo debaixo de chuva miudinha, que pouco a pouco
transformou-se em sol e vales verdes, plenamente visíveis.
Jeff
Lentamente o pequeno ponto transformou-se numa silhueta inconfundível.
Subia a montanha como se carregasse o mundo na sua bicicleta. Não era
o mundo que carregava mas sim 70 quilos de muitas partes suplentes,
ferramentas, roupa e comida. Cada ciclista e um ser único, com
necessidades distintas.

Em Cotacocha haviamos combinado encontramo-nos com ele pelo caminho,
ja que haviamos escolhido a mesma rota para atravessar a fronteira.Os olhos do Jeff são muito verdes, as vezes azulados mas sempre tímidos. O seu cabelo comprido esta queimado pelas milhares horas de sol passadas em cima da sua bicicleta. Com as suas mãos longas agarra o guiador invertido numa posição que parece desafiar a saúde da sua
coluna, mas a bicicleta e a sua extensão de corpo, e foi feita a sua medida; a medida das suas longas pernas e do seu corpo esguio. A sua altura diz, e consequência dos quase 10 meses que passou no ventre da sua mãe. A sua infancia foi passada em terras de bosques. Na juventude
tocava baixo e cantava numa banda de heavy metal. Este ser calmo e contido libertava-se em berros histéricos e frenéticos -a forma rápida como os instrumentos são tocados e uma das características do heavy metal, explicou-me um dia. Foi também responsável pela radio universitária onde tirou o seu curso de geografia, mas a sua grande paixão acabou por ser viajar o mundo sobre duas rodas, apesar de nunca ter viajado muito pelo mundo durante a sua juventude. Passou quatro
anos em hibernação, numa existência minimalista, para poder poupar
dinheiro para a sua viagem, o seu grande projecto de vida. O seu
trabalho como geógrafo explica de certa maneira a forma meticulosa como
planeia a sua rota. Para o Jeff as montanhas e os lugares percorridos
traduzem-se em altitude, desníveis acumulados, kilometros e
coordenadas. O aspecto humano nao lhe vem fácil.Quão diferente lhe
devem parecer os costumes que encontra na América do Sul. O único pais
que havia viajado foi Austrália.
Um dia pediu uma sopa de mariscos, o Jeff e vegetariano, mas nestes
países já se convenceu que e mais fácil comer o que há...ou talvez não - ao
ver os tentáculos de um camarão, um pedaço de polvo e uns berbigoes
boiando no seu caldo, disse:
-"Eu não posso comer isto - são baratas!"
Nuno riu-se e contente comeu-lhe as deliciosas baratas!
Foi bom volta-lo a ver na estrada. Partilhamos os últimos kilometros
do Equador e as planas e longas estradas a Norte do Peru ate chegar a
Trujillo. Jeff esperava que o Peru fosse um pais cheio de bandidos e
que todos o tentariam enganar, mas aos pouco foi também descobrindo um
Peru mais humano, com paisagens bem menos perigosas e mais
surpreendentes do que as antecipadas.

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A travessia da fronteira
O primeiro aspecto marcante ao atravessar a fronteira do Equador em
Macara, para o Peru, foi o cheiro nauseabundo a fezes velhas secas ao
sol. Tivemos que suportar o cheiro naquele posto fronteiriço por mais
tempo do que seria desejado porque a roda do Jeff estava a dar
problemas exigindo a mudança constante da câmara de ar. Mas tratadas
todas as burocracias que envolvem a transição de um pais para outro,
os meus sentidos foram distraídos por algo que acontecia no Rio
Calvas, castanho e de corrente forte que faz de linha
fronteiriça:crianças, algumas não mais velhas que 10 anos a lutar
contra o rio rebelde nadando com bidoes de um margem a outra. Mais
tarde vim a saber que estavam a contrabandear gasolina e gasóleo, que
são muito mais caros no Peru. O "olho fechado" dos guardas de ambas
fronteiras chocou-me não pelo óbvio atentado as leis de circulação de
bens entre países mas pela fria indiferença ao valor destas vidas que
diariamente são postas em risco sem que ninguém pareça importar-se.


O mau cheiro e a pobreza e algo a que um viajante se tem que acostumar
quando viaja no Peru. A volta dos coloridos mercados que se encontram
em cada vila, aldeia ou cidade o cheiro intenso da miríade de frutos,
vegetais e outros produtos mistura-se com o cheiro de frutos, vegetais
e outros produtos em estado de putrefacção mesmo ali ao lado. Muitas
vezes vi sinais pela estrada por todo o Norte do Peru apelando ao
combate das moscas da fruta, mas com a quantidade de lixo que não e
tratado e deixado um pouco por toda a parte parece-me
que essa luta tem um vencedor inquestionável - as moscas!
E das milhares de crianças que se vêem por toda a parte a vender
caramelos, a cantar nos colectivos (carrinhas transformadas em
autocarros locais), a engraxar sapatos. As suas caras estão sujas, as
suas roupas estão rotas e seu olhar e triste. Porque não podem ter uma
existência normal? Porque não recebem carinho todos os dias? Porque
não tem comida? Porque não tem sitio seguro onde dormir? Porque tem
que pedir nas ruas? - Porque enquanto vivermos indiferentes nos nossos
confortos diários e não quisermos assumir que o nosso conforto resulta
muitas vezes no desconforto dos outros, nomeadamente em muitos
produtos baratos que consumimos, nos políticos corruptos e
indiferentes que elegemos, e sobretudo no estado apático e ignorante
em que escolhemos viver - nada vai mudar, e continuaremos a ser em
parte os responsáveis pela tristeza e falta de esperança destas
crianças.
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Outros viajantes haviam-nos avisado dos perigos que nos espreitavam ao
atravessar a fronteira: as notas seriam falsas ate no multibanco, os
bandidos que nos esperariam nas esquinas para nos roubar, o
acampamento ao ar livre impossível porque seguramente nos
esquartejariam a tenda, a pletora de perigos parecia infindável. Ao
quarto dia de estada no Peru continuávamos vivos, de boa saúde e com
todos os nossos haveres, chegamos a Chulucanas uma cidade com 70 400
habitantes e quando procurávamos alojamento fomos abordados por uma
senhora numa moto com o seu filho que nos dizia ser professora, casada
com um arqueólogo e que teriam muito prazer em receber-nos em sua
casa. Seguimos a senhora meio desconfiados, onde e que nos iria levar?
Aos poucos o seu sorriso contagiante, os seus olhos castanhos e doces,
a voz quase infantil e o seu calor humano desvaneceram qualquer
duvida. De facto este ser luminoso e o seu marido tinham um interesse
genuíno em receber-nos. A Rosita, como eu a chamava carinhosamente,
era uma professora que tinha herdado um colégio privado da sua mãe.E
que tinha dentro de si o dom da bondade e da generosidade.


Pusemos as tendas no recreio, era o período de ferias escolares. O seu
marido Mário, arqueólogo, trabalhava para o município fazendo o
reconhecimento do património arqueológico da região e da sua promoção
turística na esperança de atrair visitantes. Levou-nos na sua mototaxi
a ruínas e outros locais de suposto interesse turístico e cultural,
mas aos meus olhos os túmulos dos antepassados do povo Moche
resumiam-se a um abstracto monte de terra indistinto dos outros
circundantes. As ruínas de Piura a Velha, a primeira cidade fundada
pelos espanhóis no Peru e abandonada devido aos efeitos do El Nino
séculos atrás, era apenas um conjunto de muros decrepitos como os que
se vêem em qualquer parte do mundo, em qualquer aldeia abandonada.
Da-me a impressão que em algumas partes, o Peru despertou muito tarde
para a importância das sua herança arqueológica, no estado abandonado
em que a maioria das ruínas se encontra e preciso ter uma imaginação
muito grande ou estar verdadeiramente interessado na historia local
para poder ver a beleza escondida em montes de pedra e muros
arruinados.

Mário era em si um personagem. De olhos grandes e pele morena, mãos
abertas como se quisesse receber o mundo nelas, era um homem que
apreciava o seu espaço, os seus livros, e as suas descobertas
arqueológicas, recuperava também achados de cerâmica e mostrou-nos os
potes de cerâmica que havia recentemente
reconstruído habilmente. As nossas conversas eram quase sempre
monólogos, Mário divagava sobre o sentido da vida e a espiritualidade,
mas muitas vezes tive que morder a língua porque algumas das suas
ideias e a forma como tratava Rosa, eram, a boa moda latina,
chauvinistas e machistas.

Uma das grandes preocupacoes de Rosa era o menu que iria preparar para
os seus hospedes no dia seguinte, as suas deliciosas comidas
preparadas com tanto amor permitiram-nos viajar pelos sabores ricos da
comida Peruana!
Ao quinto dia partimos porque já nos parecia abuso a nossa prolongada
estada. Rosita queria que ficássemos. Mais uma vez me despedi com
lágrimas nos olhos com um verdadeiro aperto no coração, sentia um
carinho enorme por aqueles seres, aqueles amigos, quem sabe se os
verei mais alguma vez? Esta família ficara gravada no meu coração e
na minha memoria como marcos de que a gente Peruana e composta por
gente com boas intencoes genuína, muito acolhedora e
muito amigável, mais do que de ladroes e bandidos!
Sechura, o deserto
Tudo era plano. Tudo era amarelo. Tudo era infinito: a estrada, o
calor a areia. O céu azul, um ou outro camião que apitava no eco
perdido da Pan-Americana. Em intervalos constantes, lia-se um sinal a
indicar "Perigo de Morte - Área de Exercícios Militares", ou algo
assim, a uma distancia a não mais de 20 metros da estrada.
Ocorreu-me: que morte triste ir-se acudir a uma chamada da natureza e
padecer, por exemplo, a fazer chichi sendo alvo de uma avião militar
Peruano. O Nuno queria experienciar a noite no deserto deset pais mas
nem eu nem o Jeff estávamos muito interessados em testar a veracidade
do sinal, e como a próxima vila estava a uma distancia pedalavel, o
deserto como cenário de campismo iria esperar mais umas semanas e uns
bons kilometros de distancia do ameaçador sinal.


Interessante ver com todas as vilas e cidades no Norte do Peru na sua
parte Este, foram edificadas nos vários oásis originados pelos rios
que descem dos Andes deixando um fio de verde no amarelo seco que
domina a paisagem.

O nosso destino final, para completar esta etapa de ciclismo era
Trujillo, a terceira maior cidade do Peru, com 768 300 habitantes, e
onde esperava-mos ser recebidos por uma figura mítica entre os
cicloturistas que peladam o America do Sul - Lucho.
- Hola, es possible hablar con Lucho? - disse eu uns dias antes de
chegar a Trujillo, telefonando para anunciar a nossa chegada.
- Si, un momento... - ouviu-se uma voz feminina do outro lado e depois
um grito alto - Lucho!!! es para ti!
- Si, soy Lucho - uma voz rouca respondeu do outro lado da linha.
- Mi nombre es Joana y soy una ciclista de Portugal, estoy con mas dos
amigos uno de Portugal, y otro de Canada, y es para saber se podemos
quedarnos en su casa?
- De Portugal?! Claro que si, son los primeros ciclistas de Portugal
que recibo! Y poden venir quando quieran, seran muy bien venidos.
- Bueno entonces hasta pronto, ya nos veremos breve! - respondi com o
meu castelhano macarrónico.

Uns dias depois, e não da forma que nos gostaria haver chegado a
Trujillo depois de tão auspiciosas pedaladas - a boleia numa carrinha
4x4 de uns engenheiros parados pela policia e forcados a
transportar-nos e as nossas burras devido ao perigo de sermos
assaltados a mao armada numa aldeia a 40 kilometros de Trujillo
chamada Paijan. Chegamos a Trujillo são e salvos e ao passarmos pela
tal aldeia nao conseguimos ver nada mais do que mais uma povoação como
muitas outras pelas quais passamos. Quem sabe, talvez os larapios
estivessem a dormir a sesta...
Casa da Amistad e o nome que Lucho deu a sua casa, que na realidade e
a casa da sua mãe, onde aluga um quarto para receber ciclistas e
aventureiros afins. Por ali já passaram mais de 900 ciclistas, que vão
deixando os seus relatos de historias e as suas aventuras escritas nos
livros de visitas. E de facto há de tudo, desde falsos ciclistas, a
ciclistas em triciclos, ciclistas com deficiências físicas, ciclistas
em tandems, ciclistas com atrelados e com crianças, e ate um
caminhante Colombiano pela "Paz" que ali se encontrava quando
chegamos, mas que era visivelmente um ser bastante egocêntrico, quem
sabe se e a paz interior que busca, mais do que a paz no mundo? Eu fui
a ciclista numero 934 a ficar na Casa da Amistad e a primeira
Portuguesa!
Lucho era de facto um ser muito caloroso, baixo e muito moreno, e
difícil saber a sua idade porque conserva um ar de garoto que lhe da
uma jovialidade marota. E um aficionado incontestável das bicicletas,
já foi ciclista de Elite e entre os muitos biscates que parece fazer,
reparar bicicletas e uma delas. Numa noite convidamo-lo e a um amigo
que era musico a comer "arroz de baratas" (arroz de marisco) que eu e
Nuno havíamos cozinhado, e mais tarde fomos presenteados com uma
sessão musical onde Lucho revelou os seus dotes impressionantes de
baterista, e ninguém escapou, todos tivemos que dar a nossa
contribuicao musical, eu cantando, o Jeff tocando baixo, o amigo
cantando salsa e o Nuno batendo palmas!
Aproveitei também para dar um bom miminho a minha burra e deixei-a nas
mãos de Lucho para uma revisão geral e mudança de algumas pecas.
Depois do tra trabalho meticuloso chamou-lhe carinhosamente Negrita e
eu acho que ela adorou, porque nos duros kilometros que se seguiram a
nossa saída de Trujillo ela comportou-se como uma campeã. Mas essa e
outra historia!
Em Trujillo permanecemos três semanas, muito mais do que tínhamos
programado ficar, mas as noticias do mau tempo nas montanhas, que era
para onde nos dirigíamos e um tratamento doloroso que consistia em
injeccoes no meu pobre traseiro para curar uma reincidente infecção
urinaria, fizeram com que calcorreássemos as ruas de Trujillo
repetidamente e descobríssemos a cidade colonial para la dos edifícios
da Plaza de Armas que estão pintados com as cores de um berrante
arco-íris!
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Quem sabe se aqueles dias preguiçosos na praia de Huanchaco, um himam
de surfistas e mochileiros, perto de Trujillo, seriam os últimos em
que veria o Oceano Pacifico durante esta viagem? Huanchaco era uma
pequena povoacao pesqueira onde os seus habitantes se aventuravam ao
mar nos totoros, embarcacoes feitas de palha, surfando as ondas e pescando. Agora os
barcos são guardados ao alto na praia, e segundo diz o guia, se os
turistas desejam, podem navegar as ditas embarcacoes com os locais,
não vi nenhum totoro no mar, mas estão ali testemunhos de um passado
de corajosos pescadores, desafiando as grandes e perfeitas ondas do
Pacifico.
Eu e o Nuno deixamos o sol queimar a nossa pele, numa tarde passada
preguiçosa a beira mar. As próximas pedaladas levariam-nos de volta
aos Andes, e a chuva prometia acompanhar-nos, por isso
saboreamos com gosto, o cheiro a mar, o som das ondas acariciando a
areia, as gaivotas voando livres e o por do sol fotográfico do fim da
tarde.
Acompanhem a minha viagem atraves dos olhos do Nuno em www.ontheroad.eu.com e do Jeff em http://www.crazyguyonabike.com/doc/jk